Fotos nostálgicas para el recuerdo: «Vivian Maier: la historia no contada de la niñera fotógrafa»

La biografía definitiva que desvela la extraordinaria historia de Vivian Maier (1926–2009), la niñera que vivió en secreto como fotógrafa y que ha alcanzado póstumamente un reconocimiento mundial.

Redacción.- Vivian Maier ha cautivado la imaginación del mundo con sus magistrales imágenes y su misteriosa vida. Su pasado estaba tan profundamente encubierto que ni siquiera las familias con las que vivía sabían mucho de ella, y su obra solo se descubrió póstumamente y por casualidad. Esto, sin embargo, no ha impedido que sea uno de los mayores descubrimientos fotográficos del siglo. 

Ahora, gracias a una meticulosa investigación,Revelar aVivian Maiernos descubre la historia de una mujer que, para compensar un pasado difícil que le impidió ser capaz de mostrar sus sentimientos y entablar relaciones, consiguió expresarse a través de la fotografía y crear una cartera secreta de imágenes repletas de emoción, autenticidad y humanidad.

Ann Marks desvela a la mujer profundamente inteligente, empática y talentosa que se escondía detrás de su fachada de frialdad.

Con una diferencia de tres días, se exhiben en Barcelona (6 de junio) y Madrid (9 de junio) –tres años después de que se hiciera en Valladolid, pero, ay, se nos escapó entonces– cientos de fotografías de Vivian Maier, hija de madre francesa y padre austríaco, que abandonó el nido cuando Vivian tenía 4 años, una mujer de la que se sabe que murió en la indigencia y el anonimato en 2009. Se había ganado la vida como niñera y tenía una afición secreta, la fotografía y el cine.

Aún en vida, en 2007, sus cosas fueron subastadas por el dueño del guardamuebles donde las tenía, harto de que no le pagara. Entre los trastos, miles de carretes sin revelar. La fortuna quiso que los comprara John Maloof, un joven que investigaba sobre la historia de un vecindario de Chicago y que no tenía especial afición por la fotografía. Pero sí tuvo sensibilidad para darse cuenta de lo que hervía entre sus manos cuando empezó a revelar los contactos. Cuando Maloof se puso a buscar a la dueña de ese tesoro, sólo acertó a saber que había muerto un día antes de que él emprendiera esa búsqueda.

Ahora se saben más cosas de Maier: que disparó al menos más de cien mil veces su cámara en las calles de Nueva York y Chicago, donde vivió; que se ganó el sustento cuidando niños, que se encerraba en su cuarto a escribir e idear películas, que acarreaba consigo siempre su cámara y tiraba fotos sin parar. Los niños a los que cuidó, pasados los años, pagaron sus gastos y la casa en la que vivió hasta su muerte y también contaron a Maloof algunos pocos detalles de lo que recordaban de su niñera. Que era feminista y descreída, que vestía siempre de un modo masculino que destacaba en la época, que era un espíritu libre, que llevaba siempre sombrero y que tenía secretos que no desveló a nadie. Que la querían por cómo era y lo bien que lo pasaban con ella.

Su descubridor, que ha creado un blog muy visitado por montones de curiosos, dice que la vida le ha dado un vuelco al despertarse tal interés por la obra de esta niñera que sacaba fotos en sus ratos libres. Él mismo compró una cámara como la de Maier, una Rolleiflex y la disparó en los mismos rincones de la ciudad de Chicago para comprobar cuánto le estaba enseñando la fotógrafa al comparar sus fotos con las de Maier.

Aún se podrán contemplar, según se vayan catalogando, miles de sus fotografías, el prodigio acumulado en silencio por una mujer un tanto enigmática, aunque comunicativa, pero amante de las distancias y de cierta soledad. Otro ejemplo de los milagros que se producen cuando una menos se lo espera, la casualidad o la fortuna de dar con un tesoro que se puede ahora admirar. Cosas que pasan.

As fotos de Vivian Maier só foram descobertas por acidente em 2009, um ano após sua morte. John Maloof, um corretor de imóveis e historiador de Chicago, procurava material fotográfico  para elaboração de um livro, por isso, passava boa parte dos seus dias em leilões, feiras e mercados de pulgas. Até que certo dia arrematou por 400 dólares em um leilão, 30 mil negativos, 1.600 rolos de filmes não revelados: parte do material de Vivian.

Maloof não se interessou de início e guardou em um armário por um ano. Até que durante um jantar em sua casa, revelou a seus amigos um caso “inquietante”: milhares de fotografias que retratavam Nova York e Chicago nas décadas de 1950 e 1960. O caso realmente havia despertado um interesse fora do comum nele: começou a revelar as fotos, criou um blog e começou a estudar fotografia em casa.

Em 2009, enquanto procurava informações sobre a autora das fotografias (ele só tinha conhecimento do nome), postou um link no seu blog sobre o que deveria fazer com as fotos de uma tal Vivian Maier. Em 24 horas, recebeu 200 respostas: muitas, com relatos sobre fotos de Vivian. Havia outros lotes em leilões com fotos dela. Maloof tentou arrematar o máximo que conseguiu. Hoje, sua coleção conta com 150 mil negativos (a maioria não revelada) e 3 mil fotos  impressas. Até onde se sabe essas fotos nunca tiveram conhecimento enquanto Vivian estava viva.

Com um material tão rico, Maloof organizou um livro com as fotos e uma exposição, em 2011, período que Vivian Maier finalmente teve seu reconhecimento. Embora tardio, as fotos da mulher que preferiu o anonimato durante toda uma vida, explodiu no universo fotográfico como um ícone do Street photography (fotografia de rua). Aos poucos, pessoas que tiveram contato com ela começaram a aparecer. John Maloof entrevistou 90 pessoas: era gente que Vivian havia cuidado enquanto babá, membros da família que trabalhou e até colegas de quando a fotógrafa morou na França. As principais entrevistas podem ser vistas no documentário indicado ao Oscar, “Finding Vivian Maier”, onde podemos ver uma mulher talentosa, muito doce e responsável.

Os últimos achados de Vivian são de poucos pertences pessoais e roteiros de viagem: Maier viajou muito e, é claro, registrou cada passo. Passou pela América Central e do Sul, inclusive, conheceu São Paulo e Rio de Janeiro. Também perambulou pela Europa, Oriente Médio e Ásia.

A interminável busca por Vivian Maier

Fernanda Coutinho

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Em 2007, o agente imobiliário John Maloof deu um lance de sorte em um leilão. Procurando por material fotográfico para a montagem de um livro, ele adquiriu, por 380 dólares, 30 mil negativos e 1.600 rolos de filmes não revelados que pertenciam àquela que viria a ser a um dos maiores nomes da fotografia de rua norte-americana: Vivian Maier, que, em seus 40 anos trabalhando como babá, acumulou uma vastíssima obra de mais 150.000 negativos, rolos de filme e gravações em áudio.

Maloof não foi o primeiro colecionador a encontrar o trabalho de Vivian. Parte de seu imenso corpo de trabalho fora adquirida na mesma época pelos colecionadores Ron Slattery e Randy Prow. Slattery chegou a publicar algumas das imagens online, mas a obra de Maier não se tornaria conhecida pelo público até Maloof, em 2009, decidir postar algumas fotografias dela no site de hospedagem de imagens Flickr.

A recepção positiva o incentivou a pesquisar mais sobre a mulher que havia tirado aquelas fotos. Em 2007, ao pesquisar o nome de Maier no Google, Maloof não encontrara resultado algum; mas, em 2009, encontrou um pequeno obituário que dizia que Vivian havia morrido alguns dias antes, aos 83 anos. Começava aí uma busca fascinante pela história de uma das artistas mais curiosas e enigmáticas dos Estados Unidos.

Vivian Maier: a vida de uma “espiã”

Maloof logo perceberia que a dificuldade de encontrar informações sobre Vivian não era acidental. Descrita por todos que a conheciam como uma pessoa intensamente fechada, Vivian mantinha sua arte longe dos olhos alheios e raramente compartilhava qualquer detalhe sobre a sua vida pessoal.

A maioria de seus conhecidos acreditava que ela era francesa, por seu sotaque. Porém, a pesquisa de Maloof revelou que na verdade ela nascera em Nova York, em 1926. Sua mãe era francesa, no entanto, e, em sua infância, Maier passou muito tempo em Saint-Julien-en-Champsaur, um pequeno povoado no sul da França. Anos depois, ela o retrataria em diversas fotografias.

O restante de sua vida pessoal é envolto em mistério. Acumuladora compulsiva, Maier tinha caixas e caixas de todo tipo de tralha, guardando desde recibos e negativos de fotos até pilhas de jornais. Tinha um fascínio especial por manchetes de crimes violentos, que usava como argumentos para sustentar uma visão cínica e pessimista do mundo. Não tinha contato com qualquer parente ou amizades íntimas. Mesmo muito reservada, era direta e firme em suas opiniões, externando uma visão de mundo socialista e feminista.

Adouin Seagull Literary Club:

The definitive biography that reveals the extraordinary story of Vivian Maier (1926–2009), the nanny who lived secretly as a photographer and who has posthumously achieved worldwide recognition.

Vivian Maier has captured the world’s imagination with the masterful images of her and her mysterious life. Her past was so deeply covered up that not even the families she lived with knew much about her, and her work was only discovered posthumously and by chance. This, however, has not prevented it from being one of the greatest photographic discoveries of the century.

Now, thanks to meticulous research, Reveal Vivian Maiernos discovers the story of a woman who, to compensate for a difficult past that prevented her from being able to show her feelings and establish relationships, managed to express herself through photography and create a secret portfolio of images full of emotion, authenticity and humanity.

Ann Marks reveals the deeply intelligent, empathetic and talented woman hiding behind her cold facade.

No terceiro artigo da nossa série, “Os grandes fotógrafos da história”, em comemoração ao Dia do Fotógrafo (08 de janeiro), falaremos sobre uma fotógrafa americana que só teve reconhecimento mundial após sua morte: a fotógrafa de rua, Vivian Maier.

Nascida em um dia de inverno em fevereiro de 1926, Nova York, pouco se sabe sobre a sua infância e adolescência: apenas que ainda pequena viveu na França e voltou aos Estados Unidos já moça, onde começou a trabalhar como babá, profissão pela qual desempenhou durante quase quatro décadas.

Vivian Maier é uma figura enigmática e excêntrica até hoje. Ela foi e ainda é objeto de muitos trabalhos acadêmicos, como também, despertou o interesse em vários biógrafos que tentam desvendar o mistério da mulher e fotógrafa, considerada independente e liberal em uma época em que o machismo permeava fortemente a cultura americana.

Sabe-se que ela começou a fotografar em seus dias de folga. Vivian saia andando pelas ruas de Nova York sem rumo ou destino certo: gostava de conhecer novos lugares, capturar a alma, a efervescência da cidade que nunca dorme.

Sua melhor amiga era uma câmera Rolleiflex, um equipamento fotográfico alemão com duas lentes, sendo a superior para refletir a imagem visada num vidro fosco, com o objetivo de enquadramento, e a inferior para captação da imagem.

As fotografias de Maier são de paisagens urbanas, conseguem transpor o apreciador à mesma época que foram capturadas. Formidável retratista, chamam atenção as imagens de mulheres, crianças, moradores de rua, trabalhadores e afro-americanos.

Em 2008, Vivian Maier faleceu em uma casa de repouso em Chicago aos 83 anos. Não foi casada, não teve filhos e nem teve amigos próximos. Os principais estudiosos do trabalho de Vivian, a classificam como um ser que “desafia nossas ideias de uma pessoa, um artista e, especialmente, uma mulher deveria ser…alguém bastante livre que gostava de estar à margem, e que viveu a vida que quis viver”.

Colabora: Casa del Libro

https://www.casadellibro.com/libro-revelar-a-vivian-maier/9788449339912/13204141

https://deliriumnerd.com/2020/03/11/fotografia-vivian-maier/

Fuentes:

https://www.ledevoir.com/culture/cinema/387241/vivian-maier-virtuose-inconnue-de-son-vivant

https://blog.emania.com.br/os-grandes-fotografos-da-historia-vivian-maier/

https://blog.emania.com.br/os-grandes-fotografos-da-historia-vivian-maier/